No Antigo Testamento, a presença física de Jesus e seu significado são questões intrigantes. Um exemplo revelador encontra-se em João 8, onde Jesus dialoga no templo e identifica Deus como seu pai divino, gerando controvérsias. Surpreendentemente, Jesus alega ter visto Abraão, o que indigna os presentes.
A interpretação dessas afirmações varia, alguns veem Jesus se auto-denominando como o Messias prometido nas escrituras antigas, outros consideram como a Encarnação Divina. Independentemente da interpretação, as palavras de Jesus provocam reflexões profundas. Sua identidade desafia conceitos estabelecidos e seu papel na história da salvação.
A possibilidade de Jesus transcender a humanidade e ser Deus encarnado é um tema instigante, que ressoa além de sua existência terrena. Todas essas declarações de Jesus eram profundamente desconcertantes para a maioria daqueles que o ouviam, considerando que Abraão havia caminhado pela terra mais de dois mil anos antes do nascimento de Jesus.
No Evangelho de João, no capítulo 8 e verso 56, o autor apresenta a seguinte narrativa da conversa:
“Vosso Pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu e regozijou-se.” Em resposta, os judeus disseram a Jesus: “Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão?” No entanto, quando Jesus pronuncia as palavras seguintes, a situação proclama: “Em verdade, em verdade vos digo que, antes de Abraão existir, eu sou.” Essa afirmação não se restringia meramente ao fato de Jesus ter visto Abraão, mas apontava para a própria existência de Jesus antes do nascimento de Abraão.
A menção de Jesus deixou os judeus irados, aumentando ainda mais o tumulto. Ao afirmar que havia visto Abraão, Jesus estava indo além, alegando que sua existência transcendia a cronologia. Ele declarava essencialmente que sua presença antecedia a própria existência de Abraão.
Em meio à agitação que suas palavras geraram, Jesus reitera sua declaração, dizendo: “Eu já existia antes mesmo de Abraão nascer.” Suas palavras recuaram poderosamente, deixando claro que ele estava reivindicando uma existência anterior a Abraão, o grande pai da fé.
Todas essas declarações de Jesus nos levam a uma pergunta
onde Jesus se manifestou no Antigo Testamento? Uma pista nos é fornecida no próprio relato, quando Jesus afirma ter visto Abraão. Isso nos orienta a buscar na Bíblia, na história de Abraão, algum episódio que possa ter sido um encontro com uma figura que prefigurava Cristo. E de fato, encontramos um encontro enigmático na história de Abraão, especificamente em Gênesis 14.
Neste trecho, somos informados que Abraão encontra alguém notável, conhecido como o rei de Salem, cujo nome é Melquisedeque. Após a vitória de Abraão sobre Quedorlaomer, Melquisedeque traz pão e vinho a Abraão e o abençoa, declarando: “Bendito seja Abrão pelo Deus altíssimo, o possuidor dos céus e da terra.”
Esse encontro entre Abraão e Melquisedeque é altamente relevante para entendermos a manifestação de Jesus no Antigo Testamento. O fato de Abraão compartilhar pão e vinho com Melquisedeque sugere uma associação com um tipo de Sacramento, um ato de profundo simbolismo espiritual.
Além disso, Melquisedeque é apresentado como sacerdote de Deus, algo notável, considerando que a figura do sacerdote e do rei raramente se entrelaçam nas escrituras. A figura de Melquisedeque ressoa com a figura messiânica, pois ambos assumem a posição de rei e sacerdote.
A conexão entre Melquisedeque e o Messias é ainda mais reforçada no livro de Salmos, especificamente no Salmo 110, verso 4, que declara: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.” Essa afirmação indica que o Messias terá um sacerdócio eterno, seguindo a ordem de Melquisedeque.
O que Zacarias 6 fala do Messias?
Além de ser rei e sacerdote, o Messias também será um construtor, como afirmado em Zacarias 6, verso 13: “Ele edificará o templo do Senhor, e ele levará a glória, e se assentará e dominará no seu trono, e será sacerdote no seu trono.”
Ao analisarmos o panorama completo das escrituras, fica evidente que o Messias é de fato um rei. Isso é ilustrado em Isaías 9, verso 6, que diz: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo estará sobre os seus ombros.” O texto prossegue afirmando que sua soberania e paz serão sem fim, e que ele governará no trono de Davi.
Todo esse contexto nos leva a uma compreensão mais profunda da identidade de Melquisedeque em relação ao Messias. Melquisedeque é retratado como uma representação ou exemplo de Jesus, e a conexão entre eles é claramente estabelecida nas escrituras.
A figura de Melquisedeque, embora misteriosa e enigmática, ecoa com ressonância a identidade singular e multifacetada do Messias. Ao examinarmos a narrativa do encontro entre Abraão e Melquisedeque, encontramos uma correspondência notável. Jesus afirmou ter visto Abraão, e encontramos uma figura que conheceu Abraão, compartilhou os elementos sacramentais com ele e detinha os títulos de rei da justiça e rei da paz.
Conclusão
Toda essa análise nos conduz a uma compreensão mais profunda e coerente da identidade de Melquisedeque em relação ao Messias. A Bíblia oferece as peças do quebra-cabeça, e é responsabilidade de cada indivíduo juntá-las para obter uma compreensão completa.
Ao considerarmos as evidências, fica claro que Jesus de fato se manifestou no Antigo Testamento. A narrativa do encontro entre Abraão e essa figura enigmática é surpreendente e reveladora. Ela nos permite vislumbrar a presença de Jesus muito antes de seu nascimento terreno, e nos conduz a uma fé mais profunda e uma compreensão mais completa do plano de salvação de Deus.
Portanto, é fundamental explorar e estudar esses episódios e personagens bíblicos, pois eles nos revelam aspectos importantes da manifestação de Jesus ao longo da história. Ao compreendermos a conexão entre Jesus e Melquisedeque, somos levados a um nível mais profundo de fé e conhecimento espiritual.
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